A controvérsia a respeito do projeto de contraceptivos do presidente Barack Obama tem rapidamente entrado em uma nova fase, com aliados e opositores dizendo que o assunto pode ser uma arma poderosa nas eleições de novembro e levando a questão ao público em suas campanhas para moldar a questão.
Bispos católicos, evangélicos, outros conservadores e os candidatos presidenciais republicanos desconsideraram os esforços feitos por Obama na semana passada para amenizar a decisão, que exige que instituições ligadas a entidades religiosas, como escolas e hospitais, embora não igrejas, incluam métodos contraceptivos gratuitamente em seus planos de saúde.
Percebendo uma oportunidade, os republicanos do Congresso resolveram abraçar o assunto, mas as repercussões políticas podem ser muito maiores. "Esse foi um presente inesperado", disse Ralph Reed, presidente da Coligação da Fé e Liberdade e estrategista republicano.
Grupos liberais da saúde e dos direitos da mulher apontam para fatos, incluindo uma pesquisa feita pelo New York Times/CBS News indicando que a maioria dos americanos, incluindo a maioria dos católicos, apoia o fato de que instituições ligadas a entidades religiosas sejam obrigadas a fornecer contraceptivos em seus planos de saúde.
Com campanhas de publicidade, promoções pelo telefone e apelos a membros do Congresso durante seu recesso da semana que vem, eles esperam redirecionar o debate para uma questão que lide mais com o acesso das mulheres aos cuidados básicos de saúde. Eles fazem comparações com o apoio recebido pela Planned Parenthood, que fez com que Susan Komen revertesse sua decisão de parar de fazer doações para a fundação de pesquisa contra o câncer de mama.
"Os Estados Unidos são compostos por mais de 51% por mulheres e posso dizer que nós iremos mobilizar nossa base e superar a outra metade", disse Stephanie Schriock, presidente da EMILY’s List, que trabalha para eleger mulheres que apoiam o direito ao aborto no Congresso.
Fonte: Último Segundo
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