sexta-feira, 27 de abril de 2012

Praticantes de religiões afro-brasileiras reclamam das agressões morais e físicas que sofrem de evangélicos


No Rio de Janeiro, estado com maior número de praticantes de religiões afro-brasileiras, foi necessário a criação da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) para impedir agressões morais e físicas praticadas contra adeptos da umbanda e do candomblé.
De acordo com uma reportagem da IstoÉ, são registrados quase 100 casos de agressão por ano somente no Rio de Janeiro, sendo que a maioria dos ofensores são evangélicos, principalmente membros de igrejas neopentecostais, segundo dados do delegado da 4º DP, Henrique Pêssoa, que recebeu há três anos a missão de cuidar desses casos e tentar punir crismes de intolerância religiosa.
A antropóloga  Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Sonia Giacomini, explica que as agressões acontecem na intenção de converter essas pessoas ao evangelho. “Cada neopentecostal tem a missão de ganhar adeptos, é uma obrigação religiosa, daí o proselitismo. A missão é clara: divulgar e converter”, diz ela que estuda o assunto há 20 anos.
A CCIR foi criada na Ilha do Governador porque diversas denúncias afirmavam que os representantes das religiões afro-brasileiras estavam tendo seus terreiros destruídos por evangélicos. Não foi só no Rio que esses casos foram denunciados, outros 39 casos semelhantes aconteceram em todo o pais, e um relatório denunciando esses abusos foi entregue ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, Martin I. Uhomoibai.
O novo mapa das religiões organizado pela Fundação Getúlio Vargas mostra que 0,35% da população brasileira é praticante de religiões afro-brasileiras, mas o teólogo Jayro de Jesus acredita que esse número é maior, mas temendo o preconceito, os praticantes acabam não se audeclarando nos censos.
Para combater o crime de intolerância religiosa, os representantes dessas religiões desejam tornar obrigatório o ensino da História da África e cultura afro-brasileira nas escolas. Eles também tentam fazer com que o Ministério das Comunicações retire os programas religiosos que agridem os praticantes da umbanda e do candomblé, e ainda multe as emissoras que alugam o espaço para esses programas.
Outras duas medidas são sugeridas por eles: treinar as delegacias para registrar corretamente esses casos de agressão e elaborar uma Plano Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.
Com informações Isto É

Fonte: .gospelprime

Bruxa exige que livro de feitiços seja distribuído em escolas públicas

Uma autointitulada “pagã” e seguidora da Wicca, um tipo de bruxaria, está questionando se não tem o mesmo direito que os Gideões em distribuir seu “livro sagrado”. Seu pedido tem feito a Secretaria de Educação da Carolina do Sul reavaliar suas políticas sobre liberdade de culto.
Ginger Strivelli, que pratica bruxaria afirmou ter ficado chocada quando sua filha de 12 anos voltou para casa trazendo uma Bíblia que ganhou na escola de ensino médio North Windy Ridge. Os Gideões Internacionais haviam entregado várias caixas de livros sagrados na secretaria da escola. Todos os estudantes interessados podiam levar um exemplar para casa.
De acordo com Strivelli, ela questionou que as escolas não deveriam distribuir materiais de uma religião e não de outras. Ele teria respondido que a escola disponibilizaria da mesma forma textos religiosos doados por qualquer grupo. Porém, quando Strivelli apareceu na escola levando livros de feitiços da Wicca, disse que foi mandada embora. Por isso decidiu protestar.
A história ganhou espaço na mídia e os funcionários da administração do Condado onde fica a escola emitiu uma nota oficial. “No momento estamos revisando políticas sobre essa prática com os advogados do conselho escolar. Durante este período, nenhuma escola no sistema estará aceitando doações de materiais que defendam uma determinada religião ou crença”. O conselho escolar deve anunciar sua decisão sobre a questão dia 2 de fevereiro.
“Você deve abrir as escolas públicas para todo tipo de material religioso, ou você pode proibir todo tipo de material religioso”, explica Michael Broyde, professor e pesquisador no Centro para o Estudo do Direito e Religião da Emory University. ”Você não pode dizer: ‘Vamos distribuir material religioso, mas apenas de uma fé em particular”.
Embora possa parecer um problema apenas nos Estados Unidos, o fato é que esse tipo de discussão ocorre em todo o mundo e já causou grandes problemas como na Alemanha e Irlanda, enfatiza Broyde.
Tradicionalmente, os ensinamentos predominantes nas escolas seguem a tradição judaico-cristã dos países ocidentais, com seus feriados religiosos e celebrações como Páscoa e Natal que afetam cristãos e não cristãos.
Bobby Honeycutt defende “Nosso país foi fundado sobre os princípios judaico-cristãos, não nos princípios da Wicca. Além disso, nossas crianças têm acesso a mais material não-cristão nas bibliotecas e on-line do que a coisas cristãs”, disse ele.
Enquanto a maioria dos pais cristãos que tem filhos na escola North Windy Ridge acreditam que os eventos recentes são uma ameaça à tradição, outros defendem a separação entre Igreja e Estado em escolas públicas.
“Muitos cristãos têm dito que concordam comigo”, disse Strivelli. ”Porque, entendem que não gostariam de ver na porta da escola as Testemunhas de Jeová distribuindo suas revistas ou católicos entrando ali distribuindo Rosários. Do mesmo modo eu não gostei de saber que distribuíram Bíblias”
Traduzido e adaptado de Fox News